Review – XXXperience 150

By on 26/09/2019

XXXperience – Um poco do que foi a 150ª edição do festival!

O que talvez seja o festival com mais história e proporções no país chegou num marco comemorativo no último dia 21 de setembro em Itu, São Paulo. Trata-se da XXXperience Festival, que rola anualmente com várias edições Brasil afora, chegando a sua 150ª edição em 23 anos de história.

A festa, este ano, passou por três cidades em diferentes estados brasileiros: em abril, abrindo os trabalhos de 2019, rolou a XXXperience Itajaí, depois de um hiato de década no estado, retornando com um grande evento, o qual tivemos a oportunidade de prestigiar (confira review aqui). Em junho foi a vez de Nova Lima sediar a XXXperience em Minas Gerais, com mais uma festa monumental. O ápice foi, sem dúvidas, na maior XXXperience (se tratando de quantidade de palcos e atrações) da história, celebrada no último sábado em Itu.

Com 5 palcos e mais de 60 atrações, os dias que antecederam o evento foram de ansiedade e uma incerteza se teriamos a presença da quase sempre presente chuva, presente na maioria dos “line ups” do evento quando rolava em novembro. O dia amanheceu nublado e com pontos de chuva em São Paulo e região, mas chegando no colossal Parque Maeda, o que se viu foi um clima gostoso e totalmente propício para curtir as mais de 16h de festa.

Além da incerteza do clima, outra incerteza se fez presente: a segurança. Com a já conhecida situação pra lá de incomodativa de insegurança no país, muito se falava sobre invasões, furtos e assaltos no evento, já que a região, por ser um pouco remota e ter um passado em outras edições de outros festivais, colaborava para a insegurança. A verdade é que a segurança no evento, foi muito efetiva, não sendo presenciado (pela nossa equipe) nada de anormal e, “incrivelmente” (diga-se de passagem) com uma sensação de relativa segurança dentro da festa, o que só agregou para os presentes!

A organização dos caixas, bares e estandes, também nos causou surpresa por tamanha eficiência e agilidade, tendo em vista que em outras edições foi um dos pontos que geraram certas reclamações por parte do público, seja por demora ou algumas confusões.

Levando em consideração todos as aspectos subjetivos (porém fundamentais) da festa, vamos ao que mais nos interessa: a experiência artística! E vale começar ressaltando uma coisa, alheia a música, no evento: a cenografia dos palcos e a qualidade do som empregada no evento. Depois dos grandes festivais internacionais “abandonarem” o Brasil, muitas festas tentam entregar uma cenografia tão maravilhosa e uma estrutura colossal como o Tomorrowland, Electric Daisy Carnival e o Ultra Music Festival fizeram. Mas de todos os eventos que estivemos presentes, o festival que mais se aproximou de tal feito, foi sem dúvida a edição atual da XXXperience.

Entre as atrações, muitos pontos positivos na noite: podemos destacar como “surpresas” o set incrível misturando sonoridades como o trance ao EDM de Timmy Trumpet, que tocou no horário mais nobre do Love Stage e fez o público curtir do início ao fim; no Union Stage, o que partircularmente, de quem vos fala, o melhor set da noite, foi do duo ucraniano Artbat, que vem conquistando o público com produções como seu maior hit, o remix de “Return to Oz”, além de outras bombas como “Papillon”, “Closer” e “Atlas”; a rainha do techno, a maravilhosa Charlotte de Witte, era sem dúvidas a atração mais esperada do mesmo palco e entregou com maestria um set pra lá de cativante, elevando ainda mais o hype que vem acompanhando seu nome nos últimos meses; dos pontos mais altos da noite, vale também ressaltar o encerramento do palco UP Club, que contou com um long set do nosso querido Pedrinho, o Illusionize, que culminou num b2b com o DJ Glen e uma multidão que insistia em continuar festando até a festa encerrar!

Muitas menções honrosas podem ser mensuradas ainda nos outros palcos e atrações que estivemos presentes: tais como o set de Astrix e Aura Vortex, no palco do trance do evento, o Peace Stage, o maravilhoso set de Cat Dealers, além dos sets “fora da fluxo” de Joyride e Showtek no Love Stage, trazendo um pouco do EDM, aliados a Hardstyle, Trap e Dubstep, as “chineladas” de Gabe e o b2b inédito entre Pawsa e Bibi, ambos no Joy Stage, Stephan Bodzin no Union e por aí vai.

Em suma, depois de tanta coisa boa, vale ressaltar uma coisa: não dá pra perder mais nenhuma edição do evento, especialmente da edição-matriz em São Paulo! Então, programem-se, pois a agenda de 2020 já está no ar, com 4 festas marcadas! São elas no Rio de Janeiro, no dia 4 de abril, Itajaí, no dia 1º de maio, Brasílio no dia 23 do mesmo mês de maio e o grande marco do ano, a edição pra lá de especial em Itu, São paulo, no dia 19 de setembro.

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Gregory Silva

About Gregory Silva

25. Manézinho da Ilha radicado na selva de pedra paulistana, apaixonado por música eletrônica, vivendo a procura do drop perfeito!