Super entrevista com o DJ português KURA!

By on 14/04/2015

Ruben de Almeida, ou simplesmente KURA, é um dos caras do momento na cena eletrônica de Portugal e do mundo. Com lançamentos por gravadoras como a Revealed Recordings, de Hardwell, Flashover Recordings, de Ferry Corsten, Trice (Armada), Oxygen (Spinnin’), entre outras, o português de 27 anos construiu um legado que hoje ostenta nada mais, nada menos, que o 42º lugar, no conceituado ranking dos 100 melhores DJS mundiais da DJMag, fazendo história em terra natal inclusive, por ser o português mais bem rankeado no ranking que é referência mundial!

Com grande carinho pelo Brasil e aclamado pelos seus fãs lusitanos e brasileiros, batemos um papo com o portuga sobre o que está por vir nesse ano e sobre suas influências!

Confira!

 

Quais os maiores desafios da ser um DJ hoje em dia? 

Nos dias de hoje os maiores desafios de um DJ são manter-se atual e ser diferente. Vivemos tempos em que surgem novos DJs todas as semanas e com um nível muito elevado, por isso é necessário estar muito atento ao que se passa e tentar estar sempre na linha da frente. E por isso estar muito atento ao que se passa no mercado.

 

Dos djs que você dividiu o palco, qual o que mais admira?

O Hardwell, porque o trajeto dele como artista é algo que me desperta tanto curiosidade como admiração. É um DJ que já anda cá há muito tempo, e com muitas provas dadas a todos os níveis, e tem um percurso muito orgânico e muito justo, por isso merece claramente a posição que ocupa neste momento.

 

Qual a sua track favorita de 2015?

Há várias tracks que gosto, mas se tiver que eleger uma favorita terá que ser o meu mais recente release “Collide”, que saiu pela Oxygen/Spinnin’ no início de Abril.

 

Qual foi a sensação que você teve ao ter as tuas tracks lançadas nas maiores labels do mundo?

É uma sensação muito positiva porque é um reconhecimento pelo meu trabalho, e é também um dos objetivos pelos quais faço as músicas: para que sejam ouvidas pelo máximo de pessoas possível. Editar por labels de nível mundial traz essa exposição massiva, essa presença na vida diária das pessoas através da minha música e, com isso, despertar-lhes a vontade de ir ver um espetáculo meu.

 

Qual o teu club favorito?

O Zouk em Singapura. É um club que tem todas as condições para qualquer DJ a nível mundial poder atuar e o público é incansável, desde o momento em que entro até que saio da cabine está toda a gente a saltar, a gritar, a dançar como se estivéssemos num festival só que dentro de um club!

 

Qual o teu show mais memorável?

Quanto a shows memoráveis tive vários, o maior festival de Verão em Portugal, o MEO Sudoeste, a Nova Era Beach Party, o RFM Somnii, um festival em forma de sunset ao qual volto este ano. Estes foram os que me ficaram na memória.

 

Se pudesse escolher um festival pra tocar, onde seria? E um club?

Um festival, o Ultra Music de Miami, e um club, o Green Valley.

 

Ainda dentro do tema, prefere a vibe de club ou de festival?

Prefiro a vibe de festival, porque as pessoas estão com uma motivação diferente. Num festival o público quer saltar, gritar, dançar e leva essa energia acrescida, e está ali para ver o DJ. Num club nem sempre isso acontece, por vezes as pessoas estão ali com os amigos, bebendo um copo, e o espetáculo musical fica em segundo plano.

 

Se pudesse escolher qualquer DJ no mundo pra um collab, qual seria?

O Calvin Harris ou o Hardwell. São dois artistas que admiro muito e penso que dessas colaborações poderia resultar algo muito interessante.

 

Quais as expectativas pra 2015? O que podemos esperar de você pra esse ano? 

Mais música nova, sobretudo em campos musicais novos para mim, que ainda não tive oportunidade de experimentar. Tentar sempre ir buscar elementos diferentes mas mantendo as características sónicas pelas quais as pessoas me conhecem, e que gostam na minha música. Fazer mais festivais, mais tours em novos locais que ainda não tive oportunidade de visitar, lançar o meu radioshow (está quase!), e acabou de sair o meu novo tema, “Collide”, novamente pela Spinnin’ e é uma track muito importante porque é vocal e onde experimentei algumas sonoridades novas e que tem recebido uma resposta muito positiva do público.

 

Gostamos muito da sua parceria com Halfway House, alguma previsão pra voltar com a collab?

Muito possivelmente, vou fazer outras colaborações com eles, são dois produtores cheios de talento. Os Halfway House estão a crescer na cena mundial e mantenho-me em contato com eles, toco música deles, e muito provavelmente haverá novas colaborações, com a sonoridade do “Blackmail” ou talvez não… (risos)


A parceria de KURA com Halfway House em Blackmail.

 

Esquecendo agora o lado profissional, e falando como fã, já teve seu momento de tietagem?

Tenho muito gosto em receber os fãs para tirar uma foto e falar um pouco depois dos shows mas tietagem… bem, isso, o que acontece em Vegas, fica em Vegas! (risos)

 

O que você acha da qualidade da cena eletrônica em Portugal?

Está a crescer muito. O público está muito informado e sabe o que quer, e esse facto tem feito a cena crescer mais e melhor. Hoje em dia as pessoas exigem qualidade e sabem o que querem ouvir. No meu caso ajudou bastante, e estou muito grato ao público Português porque fez de mim o artista que eu sou hoje. São muito ativos na pista de dança, acompanham o DJ para todo o lado, sabem as músicas mais atuais, por isso é um público muito participativo e, também por isso, quando os DJs internacionais tocam em Portugal ficam sempre impressionados com a qualidade do nosso público.

 

Tem alguma dica pra quem está começando agora?

Fazer as coisas por gosto e paixão, porque quando a motivação primordial não é esta, mas centrada noutros interesses, será muito complicado aguentar todas as dificuldades de uma carreira. É um caminho longo para chegar a um nível elevado, e se não for por amor à música é muito complicado ter sucesso. Ser produtor, hoje em dia é DJ tem que ser produtor para ter sucesso, e fazer música com qualidade. É necessário enviar boa música para outros DJs e pedir feedback. Saber respeitar o lugar e o trabalho dos outros, não ser negativo e ficar criticando online, não menosprezar o trabalho dos outros gratuitamente. Até porque quem fica criticando não está trabalhando e não vai nunca chegar a lado nenhum. Ser positivo, trabalhador, manter o foco, ser respeitador e trabalhar com alegria e paixão pela música.

 

Alguma novidade em primeira mão de releases e collabs? 

Neste momento ainda não posso revelar nada, mas fiquem atentos!

 

A track que fez você despontar no cenário internacional levava o nome de “Brazil”. Algum motivo especial pra isso? 

Tem este nome porque a música é muito influenciada pela herança musical brasileira, tanto nos ritmos como no vocal, e eu sempre tive uma ligação muito especial com o Brasil porque meu padrasto era brasileiro. Além disso, sempre apoiei a seleção brasileira de futebol. Sinto um grande carinho pelo Brasil e o fato de esta música ter acontecido assim é um sinal disso mesmo.

 

Pretende visitar-nos logo mais? Se não me engano a última vez que você esteve por aqui foi por 2013, certo?

Estou chegando no Brasil já no dia 2 de Maio para tocar no BH Dance Festival, em Belo Horizonte!

Em 2013 toquei no Café de la Musique em Jurerê, no Pacha Floripa, mais tarde fui a um festival em Brasília e em São Paulo.

 

Fugindo um pouco da temática da música, somos irmãos de língua e temos alguns costumes semelhantes, logo supõe-se que ame futebol como nós amamos! Tem algum clube de futebol em especial? Tem carinho ou reconhecimento por algum clube brasileiro?

Claro que sim, sou grande amante de futebol, jogo futebol todas as semanas e faço coleção de camiseta de clubes internacionais. A minha equipa portuguesa é o Sporting. Sou torcedor da seleção brasileira, logo depois da portuguesa, e apoio todos os jogadores brasileiros jogando em equipes internacionais: Neymar no Barcelona, David Luís no PSG e antes no Chelsea, entre muitos outros. Em termos de clubes brasileiros aprecio muito o Flamengo, por influência do meu padrasto, e agora gosto também do Santos e sempre que posso vejo aqui os resumos do Brasileirão com muita atenção.

 

Quando passou por aqui, teve contato com nossa culinária ou cultura?

Tive a oportunidade de experimentar o pão de queijo, a farofa, a picanha, gosto muito de carne e da culinária brasileira. Regresso sempre do Brasil com mais uns quilos!

 

Será que Hardwell (o dono da label Revealed Recordings) liberaria uma collab entre você e o FTampa? Teus fãs aqui no Brasil (me incluo nesta lista) adorariam! Você acha possível uma colaboração entre vocês?

Penso que sim! O FTampa é um produtor muito bom e eu toco muitas produções dele. Seria interessante porque temos um estilo relativamente semelhante, quem sabe se num futuro próximo poderemos realizar essa colaboração e lançar pela Revealed. Seria interessante.

 

Algum recado para seus fãs brasileiros?

Espero vê-los em breve no BH Dance Festival para fazermos a festa todos juntos!

Muito obrigado pelo apoio que muitos brasileiros têm dado na minha página no Facebook, tem sido muito expressivo, e noutras redes sociais também.

 

Enquanto o portuga não chega ao Brasil, veja o video clipe de “Collide”, track em parceria com Fawkes.

Gregory Silva

About Gregory Silva

22. Manézinho da Ilha radicado na selva de pedra paulistana, apaixonado por música eletrônica, vivendo a procura do drop perfeito!

One Comment

  1. ernane sil

    19/04/2015 at 11:08 AM

    bacana demais bhdc festa esse ano belo horizote bacana esse dj que ta vindo site bacana demais

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