Bate papo com o Alok!

By on 06/04/2016

Um papo com o Alok!

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A três semanas do início da segunda edição da Tomorrowland Brasil, falamos com um dos personagens principais do evento e da música eletrônica brasileira, o principal representante do Brazilian Bass, Alok!

Alok Petrillo, brasiliense de 23 anos, filhos de DJs pioneiros na cena eletrônica brasileira, Ekanta e Swarup, eleito por dois anos seguidos como melhor DJ do Brasil, segundo a revista House Mag, e eleito como brasileiro mais bem colocado no ranking da DJ Mag, aparecendo na posição #44, inúmeras passagens pelos principais clubs e festivais do Brasil e do mundo. Esse é o currículo do DJ e Produtor mais famoso do Brasil, que bateu um papo exclusivo com a DJ News!

 

Com quantos anos você decidiu que queria seguir os passos dos seus pais e ser um DJ/Produtor?
A partir dos 12 anos eu já sabia que esse era o caminho que deveria seguir, e deu no que deu!

Até onde ter essas duas referências em casa influenciam/influenciaram na sua carreira?
Eu costumo dizer hoje que meus pais prepararam meu caminho pra chegar até aqui. Seja com referências conceituais à forma de lidar com as pessoas de maneira geral. Todo o processo parece ter sido pré-definido. Mas hoje uma das melhores referências são éticas.

Se imaginou fazendo outra coisa que não envolvesse música eletrônica?
Não consegui pensar em algo além, até pensei em profissões paralelas mas foi tudo tão rápido que mal tiveram oportunidade. Hoje tenho mais certeza do que nunca que a música faz parte de mim e de qualquer plano futuro.

Qual o tamanho da responsabilidade de ser o DJ número 1 do Brasil e como isso te motiva?
O que me motiva nisso tudo é fazer com que as pessoas continuem acreditando e me mantendo em posições excelentes, mas ao mesmo tempo isso é de extrema responsabilidade porque parecem me obrigar a agradar à todos, isso ninguém consegue.

 

 

Tem alguma história engraçada/inusitada de backstage pra compartilhar?
Uma amiga minha tocando e um cara invadiu o palco tentando beijar a boca dela, foi caótico e ao mesmo tempo engraçado. Teve também uma vez que eu subi na mesa pronto pra explodir todos os efeitos e caiu a energia do evento, fiquei no vácuo!

Qual seu objetivo para 2016?
Lançar o meu show “Alok, New Design”.

Como foi a experiência de participar do mainstage de um dos maiores festivais do mundo, o Ultra Music Festival de Miami?
A gente tem algumas etapas na vida que sempre quer cumprir, tocar no Ultra foi uma delas. Foi emocionante. Mais emocionante ainda ver tantos brasileiros na pista prestigiando minha música.

Recentemente você esteve na China. Como foi a experiência e qual recordação você tem desse país?
Eles são extremamente receptivos e carinhosos. O país é uma loucura e estar por lá aparenta que o mundo ficou um pouco menor pra mim. É também uma motivação em fazer um trabalho cada vez melhor pra que isso se repita mais vezes.

Para o último Mix Forever você produziu uma track na pegada Tropical House. Pretende produzir mais alguma coisa no gênero? Possui algum outro projeto fora do seu estilo?
Eu fiz a música Mix Forever somente para o festival, como forma de lançamento. As próximas músicas posso até me inspirar no tropical house mas o meu estilo predominante é o “Brazilian Bass”.

Quem você acha que faz os melhores shows hoje na cena internacional?
O show do Armin Van Buuren no Ultra foi incrível, não só a música mas a produção por completa. Foi algo impressionante. Um show que sou louco pra assistir é do Eric Prydz que vem inovando muito em suas apresentações.

Sua maior inspiração nacional e internacional?
Se tratando de música eletrônica Gui Boratto e internacional Eric Prydz.

O que podemos esperar do Alok para a Tomorrowland Brasil? E o que dá pra destacar do seu próprio stage?
Um Alok muito mais preparado e cheio de novidades que certamente vai explodir a pista. Quando ao “Brazilian Bass Stage” eu fico muito ansioso e mal vejo a hora de reunir os melhor profissionais, também amigos se apresentando por ali.

Se você pudesse tocar em qualquer festival no mundo, qual seria e por que?
Burning Man. Porque todo mundo gostaria de se apresentar lá. Seria uma das minhas realizações.

Tem algum club favorito?
Green Valley, Warung, Dedge… tenho vários clubs favoritos haha!

Se pudesse fazer uma collab com qualquer DJ do mundo, quem escolheria?
Conheci o Diplo e me despertou essa vontade de uma collab com ele. Creio que seja ele um desses dj’s.

Um recado para quem esteja começando no meio de DJ/produtor?
Insistir sem perder o foco nos estudos e em qualquer outra atividade paralela. Conseguimos nos dedicar sem tirar os pés do chão aguardando a oportunidade aparecer com muita paciência e compreensão. As coisas demoram a acontecer e por isso precisamos de alicerces que nos sustentem até que tudo dê certo. Disciplina sempre e persistência mais ainda.

 

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