Review: Confira o que rolou na DGTL São Paulo 2022

No último sábado 9 de abril o festival holandês DGTL que também conta com edições em Bengaluru, Santiago, Barcelona, Tel Aviv e Madrid tomou conta do Pavilhão do Anhembi em São Paulo com mais uma edição histórica com uma estrutura única e lineup de primeira linha. Confira o review especial que fizemos do evento.

Créditos: @guilhermeoliveira85

Local e Estrutura:

Para aqueles que acompanharam o festival nas suas primeiras três edições perceberam que a DGTL sempre mudou seu local, sendo sua primeira edição em 2017 realizada em uma fábrica abandonada em Barueri. A segunda edição do festival no Brasil ocorreu em 2018 no Jaguaré num espaço já próprio para eventos e já em 2018 o evento foi transferido para o Mart Center na Vila Guilherme que apesar de ser um complexo comercial conseguiu trazer o ar underground da DGTL para sua terceira edição.

Créditos: @guilhermeoliveira85

A edição de 2022 foi realizada no Pavilhão do Anhembi, que melhorou em diversos pontos a realização do evento comparado com edições anteriores. Espaço de sobra para mais conforto do público, banheiros próprios do local, localização de fácil acesso e uma ótima organização com entradas separadas para pista e backstage.

A estrutura do evento contou com a utilização de containers que foi uma decisão incrível e trouxe uma sensação única underground para a festa e ajudou na divisão entre os palcos que apesar de ter o Frequency e Generator bem próximos não atrapalhou em nada no som entre os dois com um isolamento acústico perfeito.

O espaço backstage foi bem organizado com bar, banheiros exclusivos, área de descanso e acesso a lateral do stage para poder curtir de perto as apresentações, valeu muito a pena!

Créditos: @guilhermeoliveira85

 Sustentabilidade:

O DGTL sempre teve consciência de seus impactos ambientais e já foi premiada com o “Outstanding Award” pelo A Greener Festival Awards e o “Green Operations Award” pelo European Festival Awards, entre outros títulos e nessa edição não foi diferente.

O festival implantou o sistema de uso de “Hardcup” para acabar de vez com o uso de copos descartáveis, era possível adquirir o copo do evento por apenas R$10 e além de ajudar na economia de resíduos plásticos era uma linda lembrança do evento, além de oferecer desconto na próxima bebida caso você levasse a garrafa de água ou lata vazia de volta ao bar.

Créditos: @stpdenilsonphoto
A comida oferecida no evento contou com um menu totalmente vegetariano, seguindo a linha “meat-free”, oferecendo alimento de qualidade ao público sem o impacto negativo da carne no organismo, além de ajudar diretamente a economizar a emissão de CO2 produzida pelo festival e também com um plano para que não houvesse desperdício de comida elevado.

Palcos e atrações

A edição desse ano trouxe novamente os três principais e conhecidos palcos da DGTL que são o Modular, Generator e Frequency.
O palco Frequency que costumava ser uma área open-air dessa vez ficou na área coberta porém não mudou a sensação única do espaço com uma pegada mais House e Disco, contou com apresentações de Pricila Diaz, Benjamin Ferreira, Ney Faustini, Valentina Luz, Suze Ijô & Fafi Abdel Nour, Denis Sulta, Mau Mau, Gerd Janson e The Blessed Madonna.

Destaque para as apresentações de Denis Sulta com um set animadíssimo não deixou ninguém parado no Stage, além da conhecida The Blessed Madonna que encerrou a noite com um set finíssimo. Menção especial para a apresentação que abriu o palco Frequency da Priscila Diaz, que começou os trabalhos com um set de qualidade e que já deu um gostinho do que estava a vir durante a noite.

Créditos: @guilhermeoliveira85

No palco Generator que é conhecido como o Santuário do Techno na DGTL podemos destacar algumas apresentações como da DJ sueca SPFDJ com um set explorando diversas vertentes do Techno. Também o duo brasileiro Código Vermelho vencedor do concurso Technera que iniciou os trabalhos abrindo o palco Generator enquanto o público chegava e já se deparava com um set de qualidade num dos palcos mais importantes do festival. Se apresentaram nesse palco Código Vermelho, Cashu, Tessuto, Klangkuenstler, DJ Murphy, SPFDJ, DAX J e I Hate Models.

Apesar de não ser considerado mais o “Main Stage” o palco Modular trouxe alguns dos maiores nomes da edição e foi com certeza o palco mais movimentado entre todos. Com apresentações dos gigantes Márcio S, Junior C, Renato Ratier, Len Faki, Binaryh, Innellea, Melanie Ribbe e Jan Blomqvist que trouxe seu set clássico com vocais inigualáveis, podemos considerar que tivemos algumas das maiores apresentações da noite no Modular. Amelie Lens como sempre trouxe um set inesquecível e mostrou porque é uma das principais mulheres do Techno, sempre carismática trouxe um set forte que não deixou ninguém ficar parado.

Créditos: @guilhermeoliveira85

Ticket Swap

Com uma enorme estrutura interna e externa de LED, a plataforma holandesa esteve presente no DGTL São Paulo com sua ativação em um espaço especial com experiência visual que reflete a arte criada pelo artista Muti Randolph.

Créditos: @leandrobatistafotografo

Conclusão

Após 2 anos de espera a DGTL voltou com tudo, a escolha do Pavilhão do Anhembi junto com a utilização de containers na estrutura do evento conseguiu trazer uma sensação única undergroud em pleno Anhembi. Ações eficazes de sustentabilidade e que seria bom ver em todos os festivais além de um lineup de primeira linha que foi impecável. Um evento que com certeza poderá ser considerado um dos melhores do ano de 2022.

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